viernes, 27 de noviembre de 2015

1999 - SINCE SAMBA HAS BEEN SAMBA / DESDE QUE O SAMBA É SAMBA



Sexta-feira 5 de Novembro de 1999
 às 20h00m
Royal Albert Hall



SAMBA EN LONDRES
Madrid, 3 de noviembre de 1999. 

Carlos Galilea

Con el título en inglés de una canción de Caetano Veloso, Desde que o samba é samba, se va a celebrar este viernes en Londres un concierto histórico.
Porque resulta poco probable que pueda reunirse de nuevo sobre un mismo
escenario, y menos aún lejos de Brasil, a figuras como Caetano Veloso, Chico Buarque, Gal Costa y Gilberto-Gil.

Además de ellos, estarán Elza Soares, Virgínia Rodrigues y el británico Georgie Fame, como invitado especial.

Será en el Royal Albert Hall, a partir de las ocho de la tarde. Hace ya días que todas las entradas están vendidas y la, recaudación del se destina a una ONG que se ocupa de niños de la calle en Río de Janeiro, así como a promover la cultura del país suramericano en el Reino Unido.











São Paulo, Sexta-feira, 05 de Novembro de 1999
MÚSICA
 
Show no Royal Albert Hall está com ingressos esgotados
 
Caetano, Gil, Chico e Gal celebram hoje o Descobrimento em Londres
FÁBIO ZANINI
de Londres

As comemorações dos 500 anos do Descobrimento do Brasil na Europa começam para valer hoje à noite, com um show no Royal Albert Hall, em Londres, reunindo seis "pesos pesados" da MPB.
"A maior reunião de artistas consagrados brasileiros que o Reino Unido jamais viu", como os organizadores definem o show, contará com Caetano Veloso, Chico Buarque, Gilberto Gil, Gal Costa, Elza Soares e Virginia Rodrigues.
O espetáculo "Since Samba Has Been Samba" ("Desde que o Samba é Samba", nome de uma música de Caetano e Gil) terá ainda participações especiais do jazzista britânico Georgie Fame, dos grupos Quilombo do Samba e Folia e da London School of Samba. Comidas e bebidas brasileiras completarão o "Carnaval brasileiro em Londres".
Os 5.000 ingressos para o Royal Albert Hall, a mais famosa casa de espetáculos de Londres, estão esgotados há três semanas, apesar do preço salgado, que variou entre 14 e 60 libras (de R$ 42 a R$ 180).
A organização ficou a cargo do Brazilian Contemporary Arts (BCA), entidade sediada em Londres há 18 anos, que se dedica a promover a cultura brasileira no Reino Unido.
"Metade dos ingressos foram vendidos a brasileiros que moram no Reino Unido e o restante para ingleses, o que demonstra o grande interesse que a MPB ainda desperta no exterior", disse um representante do BCA.
A renda do show, que tem o apoio do governo brasileiro, será revertida para a organização não-governamental Task Brasil, que trabalha dando assistência a crianças carentes no Rio de Janeiro. A direção do evento ficará a cargo do músico Celso Fonseca.
A imprensa britânica tem dado destaque pequeno, mas positivo, ao show. A revista semanal "Time Out", especializada em eventos culturais na capital britânica, definiu o tropicalismo como "um movimento com músicas densas e letras inteligentes, inseridos em uma bizarra e bela mistura de samba, bossa-nova e elementos do rock psicodélico".
Caetano foi considerado pela revista "o papa do tropicalismo", enquanto Gil ganhou o apelido de "Bob Marley brasileiro".
Segundo a organização do evento, representantes dos principais jornais britânicos pediram credenciamento para o show.









São Paulo, Segunda-feira, 08 de Novembro de 1999
 
BRASIL PANDEIRO

Caetano, Gil e Chico conduzem exibição para inglês ver

Nata da MPB festeja com os clichês da brasilidade
FÁBIO ZANINI
de Londres

Bandeiras brasileiras, luzes verdes e amarelas, caipirinha, batucada, declarações de amor à Bahia e aos 500 anos do Brasil.
Os ingredientes para uma autêntica festa brasileira "tipo exportação" estiveram presentes, sexta-feira passada, no show "Since Samba Has Been Samba", no Royal Albert Hall, em Londres.
Chico Buarque, Gilberto Gil, Caetano Veloso, Elza Soares, Gal Costa e Virginia Rodrigues revezaram-se no palco por quase três horas, misturando alguns de seus sucessos a músicas associadas à imagem do Brasil no exterior.
A casa foi lotada por 5.000 espectadores, a maioria brasileiros, que assistiram a tudo britanicamente sentados, quando muito assobiando e aplaudindo de pé.
A lista de convidados incluía os diretores de cinema Pedro Almodóvar e Bernardo Bertolucci e o ex-beatle George Harrison.
O show começou com os seis artistas no palco cantando "Desde que o Samba é Samba", parceria de Gil e Caetano que, traduzida para o inglês, deu nome ao show.
Em seguida, vieram as apresentações individuais. A primeira foi Virginia Rodrigues, que arrancou aplausos mornos do público -exceção feita à entusiasmada Daniela Mercury, misturada à platéia como uma fã comum.
Virginia chamou ao palco Elza Soares, vestida com roupas transparentes. Completamente à vontade, rebolando como passista de escola de samba, Elza cantou "A Fonte Secou" e "A Voz do Morro", de Zé Keti, antes de "apresentar" Gilberto Gil à platéia.
Gil e Elza fizeram dupla em "Mais que Nada", de Jorge Ben jor, e, então, o "Bob Marley brasileiro" -como foi descrito pela imprensa inglesa- iniciou seu show particular, só com músicas famosas internacionalmente.
Começou com "Saudades da Bahia", de Dorival Caymmi, cantou "Garota de Ipanema", de Tom Jobim, em português e inglês, e "homenageou" o público inglês com uma versão reggae de "Something", dos Beatles, em que não faltaram as improvisações.
A próxima foi Gal, que entoou "Aquele Abraço" ao lado de Gil e, sozinha, "Falsa Baiana", "Olhos Verdes" e "Canta Brasil".
No final, chamou Chico Buarque ao palco, que recebeu uma das maiores ovações da noite. Com sua marca de homem desajeitado, Chico praticamente desapareceu, soterrado pela poderosa voz de Gal, quando os dois cantaram "Samba do Grande Amor".
Depois, sozinho, mais à vontade, interpretou "Homenagem ao Malandro", "Quem te Viu, Quem te Vê" e "Vai Passar".
Então, veio o auge, quando Chico chamou "aquele cara que eu amo, que todos amamos, Caetano Veloso". Após longo abraço e beijos, cantaram "Festa Imodesta".
Fiel ao estilo "polêmico", Caetano falou bastante, em português e inglês e, às vezes, misturou os dois na mesma frase. Fez a segunda homenagem a Tom Jobim ("Só Danço Samba") e, quando a platéia, impaciente, já se perguntava pela obrigatória "London, London", Caetano se antecipou.
"Sei que vocês estão querendo que eu cante aquela música que fala dessa linda cidade. Já vai."
Duas músicas depois, Caetano, com banquinho e violão, dedilhou a canção. No final, chamou Gal para cantarem "à capela" -e o público, em raro momento de desinibição, acompanhou.
O final reuniu todas as estrelas para a última demonstração de que o evento era "para inglês ver": abraçados, passando uma bandeira brasileira de mão em mão, cantaram "Sandália de Prata" e "Aquarela do Brasil", de Ary Barroso, e terminaram com outra de Jobim, "Samba do Avião".





Portugal

07/11/1999



Estrelas brasileiras seduzem Londres


NUNO LEAL

Não é comum, mesmo no Brasil, ver juntos num palco Caetano Veloso, Chico Buarque, Gilberto Gil e Gal Costa, ainda por cima acompanhados por Elza Soares e Virgínia Rodrigues. Mas foi o que aconteceu anteontem em Londres, no Royal Albert Hall. A receita dos bilhetes, esgotados uma semana antes, reverte a favor dos meninos da rua do Brasil.
Em 1969, no seu exílio londrino, Caetano Veloso escreveu a canção "London, London". Nessa altura, a sua aparência (barba, bigode, cabelo comprido) era a de um "hippie" mal-encarado. Anteontem à noite, de novo em Londres mas trinta anos depois, Caetano cantou-a perante as mais de cinco mil pessoas que esgotaram por completo o Royal Albert Hall para assistir a um concerto onde Caetano (agora grisalho e bem-disposto, de fato escuro e gravata vermelha) partilhou pela primeira vez um palco estrangeiro com um grupo de outras estrelas de primeira linha da música popular brasileira: Chico Buarque, Gilberto Gil, Gal Costa, Elza Soares e Virginia Rodrigues. Como foi em Londres e a amizade o justificou, também esteve com ele Georgie Fame, um cantor que nos anos 60 compôs "A Balada de Bonnie & Clyde" e que é, há muitos anos, fã declarado da música do Brasil.O lema de tão inesperada reunião de estrelas foi a canção de Caetano "Desde que o samba é samba" (vertida para o inglês "Since the samba has been samba") e a causa, nobre, foi o apoio à Task Brazil Trust, uma associação dedicada a recuperar os meninos da rua do Brasil. Foi, por isso, um concerto de beneficência, e além do preço - elevado - dos bilhetes, os organizadores distribuiram ainda pequenos envelopes brancos que, no final, podiam ser selados e entregues com uma nota no interior. As portas do Royal Albert Hall abriram-se às 19 h e, pouco depois das 20 h, entra em palco o primeiro de três grupos brasileiros sediados em Londres, o Grupo Folia, anunciado que "chegou pra balançar". Balança 15 minutos e sai. Seguem-se-lhe duas escolas de samba, cada uma com perto de meia centena de elementos: a London School of Samba e os Quilombos do Samba. Artilharia pesada, passo leve e exuberância quanto baste. À tempestade segue-se a bonança de um intervalo. Vinte minutos depois, as luzes voltam a apagar-se na sala e o palco ilumina-se para assistir à tomada de posse dos músico (são seis e ali ficarão, fieis e obedientes, nas próximas duas horas). Atrás dos músicos vem Elza Soares cantando os primeiros versos de "Desde que o samba é samba". E atrás dela vêm as restantes estrelas que, no palco, da esquerda para a direita, alinham por esta ordem: Gal Costa, Caetano, Gil, Elza, Virgínia e Chico. A sala pré-aquecida pelas baterias sambistas, reage bem à exibição primeira das estrelas tropicais, que cantam juntas e em pequenos solos.Depois dos aplausos, o palco fica entregue a Virgínia Rodrigues, que na sua voz - tão estranha quanto possante - ali irá expor a afro-alma baiana em quatro temas de "Sol Negro", o seu álbum de estreia. Começa bem, com o tocante "Negrume da noite", mas a voz não está nos melhores dias. Quando, no final, canta "Vou-me embora chorando/o meu coração sorrindo", entra a lendária e efusiva Elza Soares, 40 anos de carreira no activo.De "maillot" apertadíssimo e semi-transparente, mescla de Célia Cruz e Tina Turner, Elza protagoniza ainda um desequilibrado dueto com Virgínia. Quando esta sai, dispara um samba e vai por aí, sacudindo o público com os seus famosos rugidos "scat" (a lembrar Armstrong ou um trompete com surdina) e laivos "funk" à flor da pele. Do seu mais recente álbum, "Carioca de Gema", atira: "Eu sou o samba/a voz do morro sou eu mesmo, sim senhor". E ninguém se atrevia a duvidar que era. Nem Gil, chamado por ela à ribalta.Ainda com Elza - e aqui sim, num dueto inventivo e enérgico - Gilberto Gil canta "Mas que nada", de Jorge Ben, pondo a sala quase toda de pé. Segue-se um sussurrante "Saudade da Bahia", como se Caymmi pudesse ser filtrado por João Gilberto; "Vendedor de caranguejo", de Gordurinha (e de "Quanta"); "Garota de Ipanema", de Jobim; e uma versão funk-reggae de "Something", dos Beatles.Prosseguindo as cortesias, Gil chama então o britânico Georgie Fame e, juntos, cantam "Toda menina baiana". Fame canta em inglês, claro, e faz "a-a-a-a/o-o-o-o" em dialecto universal, pondo, mais uma vez, a sala em alvoroço. Fame explica, depois, que a sua convivência com a música brasileira o levou a escrever "o seu próprio samba". Canta-o (ainda com Gil) e sai.É a vez de Gil chamar Gal Costa, cantando com ela um bem sincopado "Aquele abraço" - com Gal, vestida de branco e de braços abertos, simulando esse abraço de cá para lá do palco.Já sem Gil, Gal atira-se a "Falsa baiana", mantendo o registo sambista até ao quase-hino "Canta Brasil", a voz viva e sagaz por entre as notas, a resistir bem à passagem dos anos. Depois, faz as honras a Chico: "Eu quero chamar aqui, agora, essa extraordinária pessoa, esse compositor maravilhoso, amigo de todos nós: Chico Buarque!" E, por entre uma tempestade de aplausos, ainda canta com Chico antes de ele recuar uns bons anos na memória e devolver-nos, em versões mais soltas, "Homenagem ao malandro" e "Quem te viu, quem te vê". É também a sambar ("A minha pátria-mãe/tão distraída...") que Chico se despede do público e chama a última estrela da noite: "The man I love, the man Brazil loves: Caetano Veloso!" Abraço forte e um extraordinário dueto já protagonizado por ambos, há uns bons anos atrás: "Festa imodesta".Os aplausos ainda seguem Chico quando ele se retira e Caetano abre o seu "Livro": "Onde o Rio é mais baiano". Depois, uma homenagem conjunta a Noel Rosa e Tom Jobim, com uma bem conseguida mescla de "O x do problema" e "Só danço samba". Visivelmente bem disposto, chama Virgínia Rodrgues para cantarem juntos "uma canção do carnaval da Bahia". Com Caetano, Virgínia parece outra e o dueto, num ritmo lento e hipnótico, anda perto do sublime.Chega a vez - inevitável? - de "London, London", composta em Londres, em 1969, quando Caetano se viu forçado a exilar-se fora do Brasil. Depois voltam todos, para mais um samba (Caetano segura nas mãos uma bandeira do Brasil e, ao vê-la, a plateia redobra os aplausos) e para fechar em glória com "Aquarela do Brasil", de Ary Barroso e, já num derradeiro "encore", o "Samba do Avião", de Jobim. No auge da festa, a apoteose "Samba Brazil 2000", iluminada a fogo-de-artifício.Muito longe da festa, a sul do continente americano, milhares de crianças preparam-se para mais uma noite sem luz nem destino, sem saberem da pequena vela entretanto acesa do outro lado do Atlântico.
 





San José, Costa Rica
Lunes 8 de noviembre, 1999

Samba en el corazón de Londres


Elza Soares, Gilberto Gil, Caetano Veloso, Chico Buarque, Gal Costa y Virgínia Rodrigues en sublime espectáculo

EFE. Londres

Miles de personas, entre ellas famosos del mundo del espectáculo, asistieron el viernes al espectacular concierto benéfico de música brasileña que se celebró en Londres y que ha reunido, por primera vez, a las más reconocidas estrellas de la samba fuera de Brasil.
Directores de cine como el español Pedro Almodóvar o el italiano Bernardo Bertolucci fueron algunos de los invitados de honor al evento, que se desarrolló en el Royal Albert Hall londinense.
También George Harrison, de la legendaria banda musical The Beatles, y el embajador de Brasil, Sergio Amaral, se apuntaron a la alegría y al ritmo tropical del vibrante espectáculo.
Elza Soares, Gilberto Gil, Caetano Veloso, Chico Buarque, Gal Costa y Virginia Rodrigues fueron algunas de las reconocidas figuras de un recital cuyos fondos irán al Fondo Task de Brasil para ayudar a los niños que viven en la calle.
Bajo los potentes focos, cada uno de los cantantes intervino por separado para finalmente unirse en un sensacional coro de voces cantando al unísono al mundo entero y a la alegría misma de vivir.
Entre canción y canción, los bailes de las escuelas londinenses The Folia Band y The London School of Samba and Quilombo do Samba hacían temblar con una sensualidad extraordinaria la sencillez ornamental del escenario.
El recital fue organizado por la asociación benéfica Brasilian Contemporary Arts, fundada en 1981 para promocionar la cultura en el Reino Unido y financiada con fondos de la Lotería Nacional. 




Reuters Television
November 23, 1999

UK: A CELEBRATION OF THE SAMBA AT THE ROYAL ALBERT HALL

The 'sacred monsters' of Brazilian music shimmied their way through a celebration of samba at London's Royal Albert Hall. An explosive mix of Brazilian stars united for the evening performance, 'Since samba has been samba'.

Hip-swaying rhythms were provided by the likes of Gilberto Gil, Caetano Verloso and Chico Buarque at the charity event.

The rhythm and passion of samba came alive at London's Albert Hall on Friday night, when a melange of singers and dancers came together to celebrate their love of the sultry Latin American ballroom dance.

Samba is said to be inspired by Brazil's nineteenth century East African slaves, who dug their heels and then their toes into the earth to plant seeds in the fields.Since then the hypnotic rhythms have been passionately instilled in Brazilian culture.


Elza Soares says: "The word in itself is magic already and samba is magical.As the old saying goes in Portuguese 'anybody who doesn't like samba is not a good person, he's either sick in the head or in the foot'."

The 62 year old Grande Dame, who is described as a Latin combination of Tina Turner and Eartha Kitt, took the Brazilian benefit bash in a rowdy direction with her deep growls and hip swaying movements.
The idea of Brazilian stars gathering under one roof to perform is nothing new. Stars such as Gilberto Gil and Caetano Veloso regularly perform together, and a chance to pay homage to the samba, while raising money for Brazil's street children, proved irresistible.

Giberto Gil says: "There is a certain generosity in the way the Brazilians are constantly training together to perform together, to create special projects, to work on special projects, and rather than that being the talent of each one.
Infact it is paying tribute to an idea and in this particular case that drew me to agree to do this was that fact, that we were all going to be here paying tribute to the samba, and that is what happens frequently in Brazil.It is not that special that artists get together to work together, I have already worked for instance with everyone here in this project."

Gil, renowned for 'The Girl From Ipanema', emerged through sixties radicalism like Caetano Veloso, blending rock, samba and provocative politics.The two men revolutionised Brazilian music, clearing the way for newcomers such as Virginia Rodrigues, who rose from the slums of Salvador to bear the torch of Brazilian music.
Virginia Rodrigues says: "I feel extremely honoured that for me to be on the stage with the artists I consider to be the sacred monsters of Brazilian music is an extraordinary thing."

Elza Soares says: "From the time I started singing which was quite some time before Gil and Caetano, who I consider as the absolute and total references of anything that is done in the musical world in Brazil, that they each bring, and each one of the artists present in this historical show, bring their own extraordinary baggage with them, their extraordinary weight within Brazilian musical creation and then counting down to the new musical generation, that they are all in some sense sons of that same musical movement.I am very, very pleased to be involved in this musical project."

English showman Georgie Fame joined the Latin lineup as an honorary Brazilian, reprising his cover of Gil's 'Toda Menina Bahiana'.

Virginia Rodrigues says: "I feel extremely honoured that for me to be on the stage with the artists I consider to be the sacred monsters of Brazilian music is an extraordinary thing."

Georgie Fame says: "I've been a professional musician for 40 years and I experienced a passion and vitality of Brazilian culture and music first hand, when I represented Britain in the international song festival in Rio in 1967 and it left a lasting impression and I've always felt that I've been an ally of this passion and this vitality this combination of harmony, melody and rhythm, which is unique.And I think that undoubtedly Brazilian music is one of the most potent forces in world music and fortunately music doesn't have any language barriers so we can all feel it the same."

The samba evokes passion not just in movement but also in its beliefs.Never forgetting its slave roots, it uplifts the soul with its punctuated beat.The musical movement of the sixties criticised Brazil's dictatorship with left wing ballads.Both Gil and Veloso suffered for their convictions.

Caetano Veloso says: "It was a very anarchical movement and it had a lot to do with international counter culture and it was a little scandal in Brazil and we were put in prison because of that and then we were exiled in London for two and a half years.So I think that sooner or later people, who are interested in Brazilian popular music deserve it because it has, as I told you, been a very rich and refined tradition."

Gilberto Gil says: "We managed to produce a sync...this kind of lifting in the air the tempo, not really letting it down properly. Never having the beat down to the ground, so the beat is always floating.This is sort of shaking uplifting kind of syncopation."

The whole cast joined forces for a sultry paean of their homeland and the samba rhythms reverberated throughout the night.

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Show Since Samba Has Been Samba, no Royal Albert Hall, em Londres.


REPERTÓRIO



Caetano Veloso, Chico Buarque, Gilberto Gil, Gal Costa, Elza Soares e Virgínia Rodrigues revezaram-se no palco por quase três horas, misturando alguns de seus sucessos a músicas associadas à imagem do Brasil no exterior.



Esteve com eles Georgie Fame, um cantor que nos anos 60 compôs "A Balada de Bonnie & Clyde" e que é, há muitos anos, fã declarado da música do Brasil.



1ª Parte



● Grupo Folia
● London School of Samba
● Os Quilombos do Samba



Intervalo



2ª Parte



Direção musical e arranjos: Celso Fonseca



● DESDE QUE O SAMBA É SAMBA - Gal Costa, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Elza Soares, Virgínia Rodrigues e Chico Buarque 
● SOL NEGRO ● NEGRUME DA NOITE - Virgínia Rodrigues 
A FONTE SECOU A VOZ DO MORRO - Elza Soares 
MAIS QUE NADA – Elza Soares e Gilberto Gil 
SAUDADE DA BAHIA ● VENDEDOR DE CARANGUEJO GAROTA DE IPANEMA SOMETHING – Gilberto Gil 
● TODA MENINA BAIANA - Gilberto Gil e Georgie Fame 
AQUELE ABRAÇO – Gal Costa e Gilberto Gil 
FALSA BAIANA  OLHOS VERDES CANTA BRASIL – Gal Costa 
SAMBA DO GRANDE AMOR – Chico Buarque e Gal Costa 
HOMENAGEM AO MALANDRO QUEM TE VIU, QUEM TE VÊ VAI PASSAR – Chico Buarque 
FESTA IMODESTA – Chico Buarque e Caetano Veloso 
● LIVRO ● ONDE O RIO É MAIS BAIANO ● O X DO PROBLEMA ● SÓ DANÇO SAMBA ● LONDON, LONDON – Caetano Veloso 
SANDÁLIA DE PRATA AQUARELA DO BRASIL SAMBA DO AVIÃO - Gal Costa, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Elza Soares, Virgínia Rodrigues e Chico Buarque
 

Gal Costa, Elza Soares e Caetano Veloso

Caetano Veloso e Gilberto Gil









15 de novembro de 1999
 
Cenas de uma festa brasileira em Londres

Desde que ele é Caetano é assim 
 

 
Na sexta-feira 5, Caetano Veloso, Chico Buarque, Elza Soaes, Gilberto Gil, Gal Costa e Virginia Rodrigues apresentaram-se no Royal Albert Hall, em Londres. Cerca de 5,5 mil pessoas assistiram, mas pouca gente viu o que já está se tornando uma rotina na vida de Caetano: escovar os dentes andando pelo camarim e reclamar do som - ainda que o Albert Hall seja uma das melhores casas de espetáculos do mundo.


Rainha por um dia

O embaixador brasileiro em Londres, Sérgio Amaral, teve uma honraria poucas vezes concedida a simples mortais. Na festa no Albert Hall, ocupou o camarote da rainha Elizabeth II. A autorização foi dada via fax direto do Palácio de Buckingham e contendo algumas recomendações: ninguém poderia comer, beber nem fumar, os homens teriam de usar terno e as mulheres, vestido. Seguindo as regras, Amaral recebeu 20 convidados, entre eles Paula Burlamaqui, Pedro Almodóvar e Marisa Paredes, que encantou-se com a embaixatriz Rosário Amaral.


Almodóvar, o matador


 
Colhendo os louros de ter Tudo sobre minha mãe como filme espanhol indicado ao Oscar, o cineasta Pedro Almodóvar foi estrela no camarote. Convidado pelo amigo Caetano, ele divertiu-se com Catarina Malan. Mulher do ministro Pedro Malan, que estava na Inglaterra em viagem oficial, ela deixou o marido na embaixada cuidando de Pedrinho, filho de 6 anos do casal. Já a atriz Paula Burlamaqui fazia cena com o amigo cineasta, que conhece de algumas férias que passaram juntos na Bahia.


















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