viernes, 7 de septiembre de 2012

1983 - BAHIA DE TODOS OS SAMBAS


Mega-evento registrado en Roma entre el 23 y el 31 de agosto de 1983, con participación de las máximas figuras de la música de Bahia.

Se estrenó en el Festival de Venecia de 1996.



 



 







 







 
 
 
 






I N T É R P R E T E S


Dorival Caymmi - 25 canções (9 acompanhado de Nana Caymmi, 8 acompanhando-se ao violão, uma com Gal osta e 7 com acompanhamento e orquestra).

João Gilberto - 16 canções (11 acompanhando-se ao violão, 3 acompanhado por Miucha, uma acompanhado por Bebel Gilberto e 1 com orquestra).

Caetano Veloso - 25 canções (17 com acompanhamento de orquestra, 7 acompanhando-se ao violão e uma em trio com Gal e Gil).

Gilberto Gil - 20 canções (12 com orquestra, 5 em duo com Batatinha, 2 com violão e uma em trio com Gal e Caetano).

Gal Costa - 25 canções (19 com orquestra, 4 com Caetano e violão, uma com Caymmi e uma em trio com Caetano e Gil).

Moraes Moreira - 25 canções (17 solo e 8 com orquestra).

Naná Vasconcellos - 10 números solo.

Paulinho Boca de Cantor - 7 canções.

Tom Zé - 6 canções.

Walter Queiroz - 7 canções.

Batatinha - 12 canções (7 com orquestra e 5 com Gilberto Gil e quarteto).

Armandinho - um número solo.

Trio Elétrico - Carnaval em Piazza Navona.



Jornal do Commercio
Recife, 26 de setembro de 1998

Um ótimo filme ruim no cinema da Fundaj
por KLEBER MENDONÇA FILHO

Bahia de Todos os Sambas (Brasil, 1998), de Leon Hirszman e Paulo César Saraceni, é um desses filmes estranhos. Encaixa-se mais na definição "celebração" do que exatamente "documentário". É também um filme difícil de criticar, uma vez que encaixa-se naquela rara definição do "excelente filme ruim". É excelente porque contém alguns dos melhores sons e imagens já captados no cinema da nossa música e culturas bem brasileiras. É ruim porque, enquanto documentário, é desarticulado, frouxo, embora, no final, deixe uma sensação de satisfação. O filme entra em cartaz hoje, no Cinema da Fundação.

Filmado no verão escaldante de Roma, Itália, em 83, Bahia de Todos Os Sambas registra a passagem de artistas brasileiros (baianos) num festival organizado para exibir a cultura brasileira (baiana). O filme é delicioso ao documentar, por exemplo, duas baianas que parecem ter saído do Túnel do Tempo confabulando um plano louco de invasão de terras européias com seus tabuleiros, terreiros e acarajés. Na Fontana de Trevi, em meio a centenas de turistas, comentam "parece que esse lugar é bem famoso, né?". Mais à frente, o lendário cameraman Dib Lutfi mostra o que sabe ao registrar, na mão, um duelo afiado entre dois capoeiristas. É de cair (e quebrar) o queixo.

Há também momentos muito engraçados, de um humor quase mórbido em relação à percepção que todos nós não-baianos temos da Bahia. Uma conversa extremamente preguiçosa entre Dorival Caymmi e Caetano Veloso desperta gargalhadas no cinema pela sua viagem quase alucinógena ao redor do gigantesco umbigo desta nação chamada Bahia. Caetano, por exemplo, lembra que depois de séculos sendo difundida mundo a fora, a cultura romana finalmente era invadida por uma outra cultura: a baiana. Gilberto Gil, num carro aberto, traça paralelos entre a civilização romana e a baiana. Muito engraçado!

Além do rápido registro inicial, o filme engrena a sua seção áudio-visual ao nos mostrar, geralmente em closes fechados, gente como Naná Vasconcelos, Batatinha (falecido recentemente), Caetano e Gil, João Gilberto, Gal Costa (acompanhada na platéia por uma entusiasmada e jovem Lúcia Veríssimo), A Cor do Som, Nonô e Osmar, Dorival Caymmi e Moraes Moreira, todos eles gravados em excelente som Dolby.

Junto a Os Doces Bárbaros (1983), é o mais próximo que o Cinema Brasileiro chegou de filmes como The Last Waltz, de Scorsese, ou Woodstock, de Michael Wadleigh. Ecoa pela platéia uma tremenda satisfação de ver e ouvir na tela grande clássicos como Eu Sei Que Vou Te Amar (Caetano), Insensatez (João Gilberto), além do show habitualmente genial de Naná Vasconcelos, utilizando o corpo e um berimbau.

Se é que isso é um problema, ao engrenar na parte musical, Bahia de Todos os Santos vai embora e não volta mais. O documentário fica pra trás e o filme assume uma estrutura aleatória de montagem que o faz parecer um copião de shows. Isso tem sido defendido por alguns colegas críticos como um mérito, pois deixaria o filme adequadamente "preguiçoso". Não sei não, sua falta de estruturação denota um desleixo por um projeto que levou quase 15 anos para ficar pronto, que perdeu um dos seus diretores (Hirszman, de Eles Não Usam Black Tie, morreu em 85) e só foi finalizado em 96, quando estreou no Festival de Veneza, levando ainda dois anos para chegar aos cinemas do Brasil. Mesmo assim, uma experiência rica que, curiosamente, acaba ao som do pernambucano Vassourinhas.

Serviço
Bahia de Todos os Sambas - De Leon Hirszman e Paulo Cézar Saraceni. Cineteatro da Fundaj (Rua Henrique Dias s/n, Derby. Fone: 421.3266). Sessões: sábado, 20h40/ 22h20; domingo, 18h20/ 20h; segunda a quinta, 19h30. Ingresso: R$ 5,00 (inteira) e R$ 2,00 (meia).



 
 




Revista MANCHETE,  17/9/1983


Dorival Caymmi

Caetano Veloso

Gal Costa

Gilberto Gil





Jueves 25 de agosto de 1983





É HOJE


EU SEI QUE VOU TE AMAR


  
LUA DE SÃO JORGE
 
 

SIM / NÃO





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